VARIABILIDADE NAS TAXAS FISIOLÓGICAS DO MEXILHÃO PERNA PERNA EM DOIS SÍTIOS DE CULTIVO DO LITORAL NORTE DE SANTA CATARINA

C RESGALLA Jr, G. MANZONI, K. N. KUROSHIMA, Fo. REIS, R. W., K. S. LAITANO

Resumo


Com a crescente atividade sócio-econômica da mitilicultura na costa do estado de Santa Catarina, problemas relacionados com a identificação de novos sítios de cultivo tornaram-se prioritários. Dentre os mais diferentes métodos utilizados para análise de potenciais regiões produtoras, o estudo das taxas fisiológicas dos mexilhões enquadram-se como uma das mais adequadas, incluindo neste caso, o monitoramento de sítios já estabelecidos e problemas relacionados com a poluição ambiental. Este relatório faz referência a uma preliminar comparação entre duas áreas de cultivo do mexilhão Perna perna no litoral norte do estado (municípios de Penha e Bombinhas). Dados ambientais de temperatura, salinidade, material em suspensão e fisiológicos do mexilhão como crescimento, filtração, respiração e assimilação foram comparados. Os principais resultados deste estudo podem ser resumidos em: relação direta entre a temperatura e a taxa de crescimento e relação entre a salinidade e a taxa de respiração para os dois ambientes. O material em suspensão apresentou uma maior variabilidade ambiental influenciada pelos aportes continentais mas que necessitam de maiores investigações. A importância das taxas de maturação dos folículos embrionários dos mexilhões foi sugerida na relação com as taxas de filtração e assimilação. Em termos de produção, os ambientes mostraram maiores diferenças nos meses frios e similar resultados nos meses quentes. Entretanto, resultados conclusivos estão dependentes de estudos ao longo de um ciclo anual.

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DOI: http://dx.doi.org/10.14210/bjast.v3n1.p33-40

(eISSN: 1983-9057, ISSN: 1808-7035)