Tratamento biológico de formaldeído: toxicidade residual monitorada por bioensaios com Daphnia similis

Edson Aparecido Abdul Nour, Fernando Pena Candello, Eloisa Maria dos Reis dos Santos, Angela dos Santos Barretto, Ligia Maria Domingues

Abstract


Formaldeído é encontrado naturalmente no ambiente e pode atingir concentrações de até 4000 mg L-1 em efluentes industriais. Embora germicida, pesquisas indicam sua possível degradação biológica em sistemas de tratamento, destacando-se os reatores com biomassa aderida e metabolismo aeróbio ou anaeróbio. Esse estudo verifica a eficiência físico-química e capacidade de redução da concentração de formaldeído adicionado a esgoto sanitário no tratamento biológico combinado (anaeróbio e aeróbio), e avalia a toxicidade aguda residual ao microcrustáceo Daphnia similis, em amostras de sistema composto por filtro anaeróbio (FA), biofiltro aerado submerso (BAS), ambos de leito fixo e fluxo ascendente, seguido de decantador secundário, nas fases: formaldeído afluente: 200 mg L-1 (F1: 7 bioensaios) e 400 mg L-1 (F2: 8 bioensaios). A eficiência de remoção de DQO e DBO foi de 93±4% e 97±2% (F1) e 93±7% e 99±1% (F2), respectivamente; a redução de formaldeído foi de 100% (F1) e 99,8±0,3% (F2). A toxicidade aguda (CE50-48h) foi de 7,22% e 3,40% (afluente), >67% e >60% (efluente FA), para F1 e F2, respectivamente. O efluente final não apresentou toxicidade aguda, comprovando a robustez do sistema combinado e a importância de tecnologias que visam à destinação adequada de resíduos e à proteção da vida aquática.


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DOI: http://dx.doi.org/10.5132/eec.2014.01.010

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