LEI NACIONAL E LEI FEDERAL: A REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

Renata Benedet

Resumo


Só é possível distinguir e verificar o campo de validade de uma Lei Nacional e Lei Federal
a partir de um sistema de repartição de competências constitucionais, pressuposto lógico de um
Estado federal, descentralizado, submetido a uma divisão espacial do Poder. Na repartição de competências
legislativas auferidas pela Constituição da República do Brasil de 1988, há um campo
específico de abrangência do Poder Legislativo, seja exclusivo, privativo ou concorrente, coabitando
o sistema de repartição horizontal e vertical de competências. A relevância, porém, consiste em
identificar, dentro da estrutura de distribuição territorial do Poder, o papel do Legislativo Central – o
Congresso Nacional – em produzir Leis Federais e Leis Nacionais e a conseqüente validade espacial
destas normas; aquelas válidas apenas e exclusivamente à União como pessoa jurídica de direito
público interno e autônomo, equiparada às demais; estas à União como conjunto, agregando todas
os outros entes políticos autônomos, válidas para todas as esferas do Poder (sob a ótica da divisão
espacial), seja Estadual, Distrital ou Municipal.

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DOI: http://dx.doi.org/10.14210/nej.v11n2.p301-312