FRAGMENTAÇÃO DA SUBJETIVIDADE: O QUE DIZEM OS GESTORES?

Jair Modesto Filho, Adriane Vieira, Fernando Coutinho Garcia

Resumo


O objetivo desta pesquisa foi o de descrever como a organização do trabalho e as relações socioprofissionais
se relacionam com a fragmentação da subjetividade de ocupantes de cargos gerenciais. Partiu-se de uma
revisão teórica que contemplou os conceitos de subjetividade e de fragmentação da subjetividade, o
cenário atual da função gerencial com seu novo tipo de traballho, culminando na conceituação da prática de
gestão de pessoas e sua relação com a fragmentação da subjetividade. Utilizando a abordagem qualitativa,
foram entrevistados dez gestores que atuavam em diferentes organizações. Foi utilizada a técnica de
análise de conteúdo para a análise dos dados, considerando-se os aspectos explícitos e implícitos dos
discursos dos entrevistados, com características bem diversificadas. Os entrevistados relataram impactos
em suas vidas em decorrência do intenso ritmo de trabalho, ocasionando problemas familiares, estresse,
ansiedade, abdicação de prazeres pessoais e provocando, muitas vezes, o adoecimento físico e psíquico.
Percebeu-se também a existência de conflitos de valores em suas atividades profissionais, decorrentes do
sentimento de fragmentação da subjetividade, da falta de vínculos e de referências pessoais. Constatouse
a existência de um distanciamento com relação a seus desejos pessoais e às práticas de gestão de
pessoas as quais são obrigados a disseminar dentro das organizações, o que pode levar à corrosão de
seus valores morais e éticos.

Palavras-chave


Subjetividade. Gestão de pessoas. Fragmentação.

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DOI: http://dx.doi.org/10.14210/alcance.v20n1.p079-095

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