A NEGOCIAÇÃO DO ARTESANATO NORDESTINO NOS MERCADOS INTERNACIONAIS

Carlos Flaviano de Oliveira, Alípio Ramos Veiga Neto

Resumo


O artesanato tem sido visto como atividade marginal sem importância econômica. Porém o mesmo não pode ser dito em relação à sua importância social, já que é grande e crescente o número de famílias que sobrevive desse negócio, em especial em regiões menos favorecidas do Brasil. Um dos fatores que dificulta o crescimento desses pequenos negócios prende-se à comercialização dos produtos acabados. Este artigo analisou o comportamento de artesãos cearenses no processo de negociação para o mercado internacional, investigou o processo de entrada nesses mercados e quais barreiras encontra o artesanato cearense no mercado internacional. Utilizaram-se, como fontes, pesquisa exploratória documenta e análise de dados secundários, obtidos de pesquisa realizada pelo SEBRAE-CE, com 1.527 artesãos e dados primários, coletados por meio de entrevista com 28 sujeitos vinculados ao Centro do Artesanato (CEART) do Ceará. Foi possível concluir que, embora existam entidades voltadas para incentivar a produção e o comércio do artesanato, as práticas de negociação e de entrada nos mercados ainda são rudimentares, e os negociadores desqualificados dificultam o crescimento e a consolidação dessa atividade.

Palavras-chave: Artesanato. Negociação. Negócios Internacionais.

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DOI: http://dx.doi.org/10.14210/alcance.v15n3.p291-305

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