CONTRIBUIÇÃO DA EDUCAÇÃO PERMANENTE PARA A EFETIVIDADE DA INTERSETORIALIDADE NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

Juliana Vieira de Araújo Sandri, Gloria Maria Nunes, Andrielli Cristine Raupp

Resumo


Introdução: a educação permanente em saúde (EPS) é o processo de qualificação profissional para atuação na assistência à saúde, previsto na Política Nacional de Educação Permanente em Saúde, a ser desenvolvido em consonância com o que foi preconizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto à sua diretriz de integralidade. Objetivo: analisar a contribuição da educação permanente na efetividade da intersetorialidade no SUS. Metodologia: trata-se de uma revisão integrativa, fundamentada em seis etapas: identificação do tema e questão de pesquisa; estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos; categorização dos estudos; avaliação dos estudos incluídos na revisão; interpretação dos resultados e; apresentação da síntese do conhecimento. Resultados e Discussão: foram selecionados 16 artigos que atenderam às especificações de análise, posteriormente organizados em três temáticas de discussão: a mudança no processo de trabalho, empoderamento da gestão e educação permanente como indutora da qualificação profissional. Considerações finais: notou-se a relevância das ações de EPS para a promoção da intersetorialidade no SUS através dos encontros entre profissionais de diversas esferas da atenção à saúde ou da gestão setorial, da integração entre o conhecimento e a vivência dos participantes das ações, culminando na organização integralizada do sistema de saúde.

 


Palavras-chave


Profissionais de saúde. Educação permanente. Colaboração Intersetorial. Sistema Único de Saúde. Efetividade.

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DOI: https://doi.org/10.14210/rbts.v8n1.p37-50

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