Testes ABC: a alfabetização em um jardim de infância

Giani Rabelo

Resumo


Este estudo tem como intuiti promover uma maior aproximação entre as práticas assistenciais e educativas, protagonizadas por religiosas do Instituto Coração de Jesus, junto às crianças, filhas de operários de uma empresa do complexo carbonífero do sul de Santa Catarina (Tubarão- Brasil) entre os anos de 1960 a 1970. Analisa-se, aqui, as práticas pedagógicas implementadas pelas religiosas e professoras leigas, registradas na Crônica do Jardim de Infância Cristo Rei. Entre estas práticas, o ensino da leitura e da escrita era priorizado no 3º Período, ou seja, no ensino das crianças de 6 a 7 anos, o que é confirmado pela introdução dos Testes ABC, no Jardim de Infância, a partir de 1961. Os Testes ABC eram empregados com a finalidade de medir o grau de maturidade para a leitura e para a escrita, ficando as crianças classificadas em diferentes níveis de maturidade. O processo de exclusão, promovido pelos resultados dos Testes ABC, reafirmaram as bases teóricas que os sustentam, pautadas na idéia de que crianças imaturas biologicamente são incapazes de aprender. Das anotações realizadas na Crônica sobre os resultados dos testes, fica evidente que a maior parte das crianças entre seis e sete anos alcançava o nível médio e superior sendo, raros os casos de crianças com nível de maturidade elevado ou elevadíssimo. No entanto, também havia aquelas que eram classificadas no nível inferior, ou melhor, nulo e até aquelas incapazes de responderem aos testes.

Palavras-chave


História da Educação; Testes ABC; Alfabetização; Jardim de Infância

Texto completo:

PDF


Direitos autorais