Provocações no campo da História: Nietzsche e Foucault pensadores do presente

Paula Corrêa Henning, Kamila Lockmann

Resumo


O que é a história? Colocando-se a pensar sobre a escrita da história e os discursos que a constituem, impulsionamo-nos para a escrita desse texto. Gostaríamos de indagar o leitor acerca do seu entendimento sobre esse campo de saber e, sendo assim, provocar nosso próprio pensamento a elaborar outras possibilidades de criar a História da Educação. A partir de Friedrich Nietzsche e Michel Foucault apresentamos os rastros de uma História do Presente como possibilidade de criação para fazermos da história um campo de saber que resista ao retorno das origens, mas que se volta aos acidentes, aos percalços, aos desvios, as recorrências e as dispersões. Uma história que não tem a pretensão de buscar uma origem fundadora, nem mesmo desvendar a verdade que repousa em sua essência original. Pretendemos ainda evidenciar que a constituição da história é produzida por relações de poder que se atravessam, relações de força que são responsáveis pelos sentidos que atribuímos às normas, às regras rompendo com o entendimento de que tais questões têm um significado originário. Com isso, nosso texto tem como intencionalidade maior provocar o pensamento do historiador e anunciar as possibilidades de utilizar o conceito de história do presente em Nietzsche e Foucault como uma ferramenta produtiva para o campo de saber da História. Quem sabe com essa história provocativa possamos responder como nos tornamos aquilo que somos enquanto sujeitos de saber e sujeitos de poder na atualidade, provocando nosso pensamento a pensar a história diferente do que se pensa e se tornar diferente do que se é.

Palavras-chave


Educação; campo de saber da História; História do Presente

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