A CRIANÇA DE SEIS ANOS NA ESCOLA: é hora de brincar ou de estudar?

Ágatha Marine Pontes Marega, Marta Sueli de Faria Sforni

Resumo


Uma das preocupações geradas com o ingresso da criança de seis anos no ensino obrigatório é de que essa situação a colocaria precocemente em situações formais de ensino, cerceando o seu direito de brincar. Considerando essa problemática, realizamos uma pesquisa com o objetivo investigar de que forma o ensino para crianças de seis anos pode ser organizado levando em conta a transição da atividade lúdica para a atividade de estudo. Para tanto, realizamos estudos fundamentados na Teoria Histórico-Cultural (Vygotsky, Leontiev e Elkonin) e desenvolvemos um experimento didático com alunos do 1º ano do ensino fundamental de uma escola pública da rede municipal de ensino de Maringá. Concluímos que apesar de a atividade lúdica e a atividade de estudo não apresentarem as mesmas propriedades, ambas têm uma característica comum: o conteúdo. Há conteúdos no brincar e no estudar. A ação sobre esses conteúdos é o caminho metodológico para a condução pedagógica do processo de transição. Isso permite que na atividade lúdica as crianças avancem para além da reprodução das relações cotidianas, comuns nas brincadeiras livres, e ampliem seus conhecimentos sobre o mundo, aproximando-a do conhecimento científico presente no currículo escolar. Palavras-chave: ensino fundamental de nove anos; atividade lúdica; atividade de estudo; teoria histórico-cultural.

Palavras-chave


Práticas Docentes; Currículo; Ensino; Aprendizagem

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