Educação Experiencial: tornando a educação infantil mais efetiva através do bem-estar e do envolvimento

Ferre Laevers

Resumo


Em maio de 1976, doze professores de Educação Infantil da Bélgica, com o auxílio de dois consultores educacionais, começaram uma série de sessões com o objetivo de realizar uma reflexão crítica sobre suas próprias práticas profissionais. A abordagem dessa reflexão é “experiencial”: a intenção é realizar uma descrição minuciosa, momento a momento, da experiência de uma criança pequena que vivencia e participa de um ambiente educacional. Esta observação e “reconstrução” cuidadosa das experiências da criança traz à tona uma série de condições pouco satisfatórias. Muitas das oportunidades para promover o desenvolvimento da criança continuam não sendo utilizadas. Durante as dezenas de sessões seguintes, o grupo discute possíveis soluções para os problemas encontrados, coloca-as em prática e reflete sobre suas experiências. Aos poucos, começam a perceber o quanto se afastaram da prática de educação infanti vigente. Um novo modelo educacional para a Educação Infantil está se formando: Educação Experiencial (EXE). Este modelo se expandiu e tornou-se um dos modelos educacionais mais influentes na área de ensino fundamental na Bélgica e Holanda. A partir de 1991, ocorreu a disseminação do modelo para outros países europeus, inclusive o Reino Unido. O EXE oferece uma base conceitual que tem se mostrado útil em outros contextos, tais como na assistência à criança, na educação especial, no ensino médio, na formação de professores e em qualquer tipo de ambiente onde ocorre aprendizagem e desenvolvimento profissional.

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