Uma experimentação filosófica na educação através de personagens conceituais

Ada Beatriz Gallicchio Kroef

Resumo


Este artigo consiste em uma cartografia dos trajetos de dois bonecos de pano, a
Bruxela (bruxa) e o Roberto (pirata), inventados em uma Escola Municipal
Infantil na periferia de Porto Alegre – Rio Grande do Sul – Brasil, pelos alunos
das turmas de Maternal I e Jardim B, nos anos de 2000 e 2001, respectivamente.
Estes arranjamentos maquínicos tornam-se personagens conceituais na produção
dos currículos e criando conceitos. Os conceitos avizinham-se e se atualizam nas
redes de relações de forças, conectando bruxa, bruxaria, pirata e pirataria a
diferentes elementos que os compõem. As trajetórias da Bruxela e do Roberto
indicam a experimentação de uma não-filosofia no sentido de Gilles Deleuze e
Félix Guattari. Seus deslocamentos produzem um exercício de vida, uma
experimentação em que crianças, professoras, monitoras e famílias filosofam.

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