Sacramenta! Eu não quero que ninguém fale italiano!Política do silêncio e educação em Nova Trento

Carolina Jacques Cubas, José Isaías Venera, Luiz Felipe Falcão

Resumo


O artigo procura analisar a memória coletiva de descendentes de imigrantes
italianos em Nova Trento, no Estado de Santa Catarina, Brasil, acerca dos impactos
e enfrentamentos provocados pela campanha de nacionalização desfechada
pelo governo brasileiro entre os anos de 1938 e 1945. Focaliza especialmente
suas repercussões na obrigatoriedade do uso da língua portuguesa, no ensino e
nos processos educativos de modo geral. Para tanto, foram realizadas entrevistas
com pessoas que vivenciaram tais situações, a fim de identificar o que ficou
retido enquanto mais significativo daqueles episódios. Com isto, pretendeu-se
perceber o que a memória guardou de tudo aquilo, e especialmente em que
medida foram afetadas as representações identitárias dos indivíduos atingidos
pela campanha.

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