A ANDRAGOGIA NO LIMIAR DA RELAÇÃO ENTRE VELHICE, TRABALHO E EDUCAÇÃO

Marco Augusto de Castro Peres

Resumo


Este artigo analisa o caráter funcionalista do atual modelo educacional, considerando a sua importância na formação de mão-de-obra qualificada e disciplinada para o sistema capitalista e a exclusão dos idosos e adultos mais velhos do projeto burguês de educação. Para tanto, inclui-se a andragogia e a educação popular ou não-formal voltadas à velhice como formas alternativas de educação, mais abrangentes e universais, podendo ser compreendidas enquanto espaços de resistência à lógica do capitalismo. Incluir os idosos e adultos mais velhos na agenda educacional coloca em xeque o sistema educativo burguês, fundado na educação pedagógica de caráter restrito. Da mesma forma, o viés elitista das Universidades da Terceira Idade contrasta com as altas taxas de analfabetismo observadas entre os maiores de 60 anos. Assim, uma educação que transcenda a lógica funcionalista inerente ao capitalismo deve se centrar, acima de tudo, na universalização dos destinatários e na conscientização política.


Palavras-chave


Educação, Velhice, Capitalismo.

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