Estado, políticas educacionais e obsessão avaliativa

Almerindo Janela Afonso

Resumo


O crescente protagonismo da avaliação não pode ser compreendido à margem da natureza das políticas públicas e educacionais contemporâneas, nem, mais especificamente, à margem do papel e redefinição do Estado em contexto de globalização. Inicialmente impulsionada pela emergência de governos neoconservadores e neoliberais, há duas décadas e meia, a avaliação tornou-se obsessiva e unidireccional, quer pelo facto de continuar a manter a sua presença de forma relativamente indiferente à natureza de governos de outras orientações político-partidárias quer pelo facto de continuar a contribuir para maximizar as funções de controlo e de legitimação, em vez de apoiar mecanismos democráticos de prestação de contas e de responsabilização (accountability) mais congruentes com a promoção de justiça social e educacional.

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