A função da educação na crise social do século XIX

Sueli Ribeiro Comar, Aparecida Marcianinha Pinto

Resumo


Analisar a institucionalização da escola, só é possível, se inserida nas transformações do mundo do trabalho. Isto porque a medida que o modo de produção capitalista foi se estruturando, conseqüentemente, necessitou utilizar-se da instituição escola como um subterfúgio para a sua manutenção e perpetuação. Portanto, reiteramos que a institucionalização da escola pública no século XIX, não nasceu dos anseios da classe trabalhadora, mas foi, antes de tudo, uma necessidade da burguesia enquanto classe dominante. Partindo desse propósito, o objetivo do artigo é mostrar, subsidiado pelos grandes teóricos, o caminho histórico dessa entidade, considerando que esses viveram e analisaram o que estava posto em seus respectivos períodos que ainda hoje contribuem com os reflexos não como verdades absolutas, mas, antes de tudo, instrumento de reflexão. Partindo dessa reflexão, podemos traçar um comparativo, porque ainda hoje a escola é conclamada como a panacéia da sociedade. Confirmando a teoria de que a cada crise do capital as reformas educacionais são efetivadas, porque a escola foi e ainda é a grande aliada do estado burguês.

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