Cognições e afetos no aprendizado da matemática escolar: sobre o papel das crenças e da emocionalidade na determinação das atitudes

Helga Loos

Resumo


A partir do pressuposto de que a aprendizagem, para ser significativa, deve contar com recursos do âmbito cognitivo, afetivo e social, este estudo explora as relações entre tais aspectos no contexto da aprendizagem da matemática escolar, especificamente da atitude que o aluno desenvolve frente a essa disciplina. Participaram do estudo 94 alunos de terceira, quinta e sétima séries de uma escola particular de Campinas (SP), os quais responderam a uma escala de atitudes em relação à matemática, desenvolvida especificamente para este estudo, a partir de outras três escalas pré-existentes. O referido instrumento, de caráter multidimensional, buscou explorar, especialmente, as crenças de atributos e de utilidade relativas à matemática e a emocionalidade do aluno – interesse e gosto pela matemática, tendência à ansiedade e/ou sensação de incapacidade ao trabalhar com esta disciplina. As atitudes observadas no grupo foram predominantemente positivas, especialmente entre os alunos mais novos, que se mostraram os mais confiantes e motivados para a matemática. Notou-se uma clara tendência ao declínio à medida que avançavam nas séries escolares. Destaca-se a importância da instituição escolar estimular a formação de atitudes positivas ao longo das séries escolares, não somente através de recursos informacionais, mas buscando propiciar experiências pessoais agradáveis com a matemática – ou seja, atingindo a esfera afetiva.

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