Ensaios sobre educação popular: retomando reflexões através de Freire

Gomercindo Ghiggi, Aline Lemos da Cunha

Resumo


Tendo por base estudos e investigações em desenvolvimento desde a segunda metade da década de 90, o presente texto busca retomar categorias freireanas para destacar a distinção que adquire a Educação Popular, refletindo-as, desde a obra de Freire, à luz das denominadas instabilidades epistemológicas e políticas do nosso tempo. Para tanto, propomos partir de um princípio: Freire destaca bons conceitos, boas categorias para dialogar acerca de Educação Popular e para pensar, a partir da escola, a realidade vivida pelos sujeitos que a freqüentam. Premissa aceita, a tarefa é destacar referências para dialogar com Freire. A biobibliografia de Freire torna-se fonte principal para o que é exposto. Ademais, os desafios do nosso tempo, apresentados à educação, aparecem como balizas tanto para pautar a seleção das categorias, como para refleti-las à luz do que está posto à escola como situação-limite. Das estratégias de abordagem aqui eleitas brotam achados. Freire tem sido um pensador da educação que acredita profundamente no ser humano. Inconclusos, homens e mulheres podem tornar-se sujeitos da história. Para dar conta de tal tarefa, Freire é pensador que viveu marcado pela coerência política postada a favor dos oprimidos, coerência esta encharcada de capacidade de sonhar e de ter esperança, o que é possível vislumbrar através de grandes exemplos de resistência que ajudou a construir no Brasil e no exterior. Freire deposita crença profunda - não exclusiva ou messiânica - na capacidade do povo de se educar e transformar a realidade. Ele, com os conhecimentos de que dispunha, alfabetizou gente, particularmente para ajudá-las na difícil tarefa de ler e escrever o mundo. Resta, então, perguntar: por que Freire para pensar Educação Popular ou para refletir tarefas educativas em diferentes espaços, inclusive, na escola?

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