A SOLIDARIEDADE COMO PRESSUPOSTO DA JUSTIÇA AMBIENTAL

Marcos Antônio Koncikoski, Carlos Arruda Flores

Resumo


O movimento por justiça ambiental é relativamente novo, dentre a vasta gama de discussões que envolvem o ambiente, sua preservação, proteção e uso, atingindo o modelo de produção e consumo adotado pela humanidade. A evolução de categorias como o desenvolvimento sustentável, por exemplo, contribuiu para que se ultrapassasse o debate provocado pela preocupação com a degradação do meio ambiente, para adentrar na esfera da análise de justiça no
que se refere a distribuição das externalidades ambientais negativas produzidas pelo homem, através dos mais diversos meios de produção. A partir da constatação de que há grupos de indivíduos vulneráveis econômica e socialmente
que suportam cargas excessivas de externalidades negativas ambientalmente, pela concentração da produção potencialmente poluidora promovida por empresas e até governos em determinadas regiões do globo, inicia o debate e a luta por justiça ambiental. Da análise sobre os valores que inspiram o movimento por justiça ambiental, surge a solidariedade como mola propulsora, para que o indivíduo opere em sentido contrário ao da injustiça ambiental,
porquanto a categoria envolve o sentimento ético de pertença e de interdependência, essencial tanto ao desenvolvimento sustentável, quanto para a justiça ambiental.


Palavras-chave


Justiça ambiental; Desenvolvimento Sustentável; Valores; Solidariedade.

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DOI: https://doi.org/10.14210/rdp.v7n3.p2704-2733

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