Imigrantes ou consumidores de intercâmbio? As agências como possíveis facilitadores da imigração de brasileiros para Austrália

Eduardo Picanço Cruz, Roberto Pessoa de Queiroz Falcão, Fábio de Oliveira Paula

Resumo


O objetivo do artigo é evidenciar o possível papel das agências de intercâmbio de estudantes como facilitadores de imigração. Visando entender o comportamento de consumo e os fatores que motivam os brasileiros a imigrar para Austrália, os pesquisadores realizaram uma survey com 608 consumidores, ligados a 10 grupos do Facebook, representando comunidades de brasileiros na Austrália. Por meio de um modelo de regressão logística, os pesquisadores escolheram a variável dependente do estudo para ser representada pelo imigrante permanente, sendo atribuído o valor 0 (zero) se os inquiridos não pretendessem viver na Austrália permanentemente ou 1 (um), no caso contrário. As variáveis independentes, representantes de fatores presentes no momento de sua chegada ao país, e que podem afetar a decisão de imigrar permanentemente, foram o gênero, a idade na chegada, a intenção futura de empreender, o visto de estudante e o nível educacional. Os resultados apontam para fatores estatisticamente significativos relacionados à imigração para a Austrália, com base nos perfis sociodemográficos dos respondentes. Também foram realizadas entrevistas em profundidade com um agente de viagens e residentes brasileiros. Como implicações práticas, o artigo evidencia o comportamento de consumo, motivações para imigração e fatores que levam à contratação de agências de intercâmbio estudantil.

Palavras-chave


Agências de intercâmbio; Imigração brasileira; Intercâmbio de estudantes.

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DOI: https://doi.org/10.14210/rtva.v22n2.p297-317

ISSN: 1983-7151

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