Turismo comunitário: projeto piloto Montanha Beija-flor Dourado (Micro-bacia do Rio Sagrado, Morretes, Paraná)

Carlos Alberto Cioce Sampaio, Moreno Bona Carvalho, Fernando Henrique Ribeiro de Almeida

Resumo


Decorrente prioritariamente da ação antrópica, a problemática socioambiental vem despertando preocupação sobre a necessidade de serem criados territórios protegidos (unidades de conservação) que tenham por finalidade a conservação da sociobiodiversidade e que se deve aprender com as comunidades tradicionais no seu manejo. Diante da complexidade se faz necessário buscar aprendizagens de experiências em curso convergentes com o Ecodesenvolvimento que possam contribuir, pelo menos, na diminuição da distância entre a falsa dicotomia entre sistemas sociais e ecológicos. Assim, se tem como objetivo explorar a potencialidade do que se está chamando conceitualmente de turismo comunitário a partir da perspectiva da problemática socioambiental e prospectar a sustentabilidade de sua aplicação em um projeto piloto de zona laboratório de educação para o ecodesenvolvimento. O referencial teórico é construído a partir das ciências ambientais - ecologia humana, ecologia profunda, direito ambiental e economia ecológica – e das ciências sociais aplicadas – economia industrial e solidária, administração e turismo. O artigo de cunho, sobretudo, descritivo empírico explora e potencializa os primeiros resultados alcançados nos quatro últimos trimestres (julho de 2006 até junho de 2007) da implementação de um projeto piloto de uma pesquisa-ação em Zona Laboratório de Educação para o Ecodesenvolvimento. Conclui-se que o arranjo socioprodutivo de turismo comunitário que se está fomentando na Micro-bacia do Rio Sagrado, a partir da experiência piloto, potencializa a convivencialidade nas relações ecossocioeconômicas entre turistas conscientes e membros das comunidades que primam por um desenvolvimento que lhe é próprio, colado ao seu território e a sua cultura, entretanto, distanciado do imaginário social de vida aldeana ideal, em que não existiriam problemas, mas que ao menos possibilita uma qualidade de vida à escala humana comunitária.

Palavras-chaves: Ecossocioeconomia; Arranjo Socioprodutivo de Base Comunitária; Turismo Comunitário.

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DOI: https://doi.org/10.14210/rtva.v9n2.p249-266

ISSN: 1983-7151

Tur., Visão e Ação

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