ARRANJO SOCIOPRODUTIVO DE BASE COMUNITÁRIA: INTERCONECTANDO O TURISMO COMUNITÁRIO COM REDES DE COMÉRCIO JUSTO

Carlos Alberto Cioce Sampaio, Flávia Keller Alves, Vanessa Cristina Venzke Falk

Resumo


Não se tem um esboço de uma abordagem de gestão interorganizacional socioprodutiva e sociopolítica que fomente comunidades tradicionais a protagonizarem seus modos de produção, conectados a princípios de sustentabilidade territorial próprios. Neste contexto, surge a denominação arranjo socioprodutivo de base comunitária que contribui para complexificar a problemática que trata de redes de organizações socioprodutivas locais, qualificadas como associativas, comunitárias ou de socioempreendedorismo individual, prescindindo de responsabilidade socioambiental, articuladas em arranjos institucionais, e que se reconhecem como território e que valorizam o conhecimento tradicional-comunitário, caracterizado pela capacidade de gerar demandas e propostas que não se distanciam nem se desvinculam das nuances e peculiaridades do quotidiano, a partir do olhar das próprias pessoas. O objetivo deste artigo foi de refinar, ou melhor, justificar o conceito de arranjo socioprodutivo de base comunitária, proposto inicialmente por Sampaio, Mantovaneli Jr. e Pellin (2004) e Sampaio, Mundim e Dias (2004), a partir de uma experiência em curso que privilegia o turismo comunitário e que se propõe articular com redes de comércio justo. Conclui-se que o APL.Com, por sua vez, potencializa o chamado turismo comunitário, que é uma estratégia para que populações tradicionais, independente do grau de descaracterização frente à hegemonia das sociedades urbanas industriais, sejam protagonistas de seus modos de vida.

Palavras-Chaves: Turismo Comunitário. Arranjo Socioprodutivo de Base Comunitária. Comércio Justo.

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DOI: https://doi.org/10.14210/rtva.v10n2.p244%20-%20262

ISSN: 1983-7151

Tur., Visão e Ação

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